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Quero correr. Correr até os pulmões e coxas arderem. Quero voar na direção do inesperado e ser abraçada pelo o que me aguarda, o algo indefinido que falta em mim. Tenho medo de não ser nada como eu esperava, de não ser feliz o suficiente, de não poder olhar pra trás aos 65 e dizer que valeu a pena. Confio na bondade divina mas o medo do desconhecido é humanamente inevitável. Desejo um sinal do céu. Uma garantia de que minha vida não está fadada a ser um miserável vazio contabilizado em dias. Mas no fim das contas, isso depende mais de mim do que de Deus. E isso me frustra. Porque a auto-sabotagem é meu forte. Se minha felicidade dependesse só da vontade divina eu não teria com o que me preocupar. Deus é perfeito, o problema é que eu não sou. 

noodoo:

say you need me // the colourist

why are you sittin’ down

when everybody’s movin’ round?

2667 listens

thesebarnacles:

jedavu:

Artist Creates ‘Decaying’ Paintings As Visual Representation Of Neglect

by Valerie Hegarty


Escrevo pra ninguém ler. Canto pra ninguém ouvir. Chamo mas ninguém vem.

É como gritar contra uma parede de vidro que volta a violência do meu desespero toda de volta pra mim. É como se todos estivessem de mala e passagem para o trem da vida e eu não. Estagnada, com um sorriso amarelo espero meu bilhete premiado que ainda não encontrei. Bilhete que não se compra e cansei de procurar. Já não sei aonde achar. Dizem que é um presente, que tenho que ter paciência, que a minha vez está pra chegar. E eu acredito, mas a espera é corrosiva. Lágrimas não são suficientes, e meu sangue é frio demais pra aquecer alguma esperança.